Quando ingerido em excesso, o sódio, principal componente do sal de cozinha, faz o organismo reter água. Esse aumento de líquido no corpo eleva a quantidade de sangue no corpo, o que aumenta a pressão exercida contra as paredes das artérias. Além disso, o excesso de sódio também faz com que os vasos fiquem mais contraídos, o que contribui ainda mais para o aumento da pressão.
Com mais pressão dentro dos vasos, o coração precisa trabalhar com maior esforço para bombear sangue, o que agrava quadros de hipertensão e eleva o risco de complicações cardiovasculares. Esse mecanismo ajuda a explicar por que a redução do consumo de sal é uma das medidas mais eficazes no controle da pressão alta.
Uma parcela significativa das pessoas com hipertensão é sensível ao sal, apresentando elevação mais acentuada da pressão após ingestão elevada. Mas há indivíduos com respostas diferentes, o que indica que fatores genéticos e metabólicos influenciam essa relação.
Excesso de sódio na alimentação moderna
Um dos principais desafios no controle desse consumo está no fato de que grande parte do sódio ingerido não vem do sal usado para temperar preparações caseiras, por exemplo. Alimentos industrializados, enlatados, embutidos e refeições prontas concentram quantidades elevadas do mineral.
Mesmo produtos que não têm sabor salgado podem conter níveis significativos de sódio. Isso inclui pães, biscoitos, molhos prontos e outros produtos ultraprocessados. Por isso, apenas reduzir o sal adicionado na comida não é suficiente para atingir níveis adequados de ingestão.
A orientação de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) para adultos é de, no máximo, 2.000 miligramas (mg) de sódio por dia, cerca de 5 gramas de sal (ou 1 colher de chá). De acordo com a OMS, a média de consumo global é mais que o dobro dessa recomendação: 4310 mg/dia, o equivalente a 10,7 gramas de sal.